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11/08/2014

Proteção Respiratória: Duas décadas de PPR



Fonte: Sabrina Auler

Programa evolui, mas ainda são necessárias melhorias quanto à seleção e uso dos EPIs.

Há 20 anos, os profissionais brasileiros de Segurança e Saúde no Trabalho já sabiam que trabalhador exposto a partículas e agentes de risco ao sistema respiratório tinha de ser protegido. Faltavam, no entanto, orientações específicas sobre como selecionar e gerenciar o uso de EPIs mais apropriados. Foi então que a Fundacentro, entidade referência em pesquisa de temas ligados à prevenção de acidentes e doenças ocupacionais, lançou o que hoje ainda é considerado um marco no setor: o PPR (Programa de Proteção Respiratória).

Primeiro guia técnico do país sobre uso de respiradores, o PPR foi lançado em 1994, primeiramente em versão eletrônica. "A CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) e a NR 6 (EPIs), duas décadas atrás, se limitavam a exigir, de modo genérico, que o equipamento de proteção fosse o `adequadoÂ’, mas ninguém sabia direito o que significava na prática essa palavra", conta o coordenador técnico do PPR, doutor em engenharia química, Maurício Torloni, que esteve no evento comemorativo dos 20 anos do programa, realizado na Fundacentro/SP em abril. Para ele, a orientação da Fundacentro trouxe um roteiro lógico de seleção dos EPRs, isto é, acabou com o `achismoÂ’ no setor prevencionista.

"O programa foi criado em um momento em que o mercado brasileiro amadurecia. Numa primeira etapa histórica, a indústria nacional demandou respiradores e a necessidade foi sendo suprida gradativamente pelos fabricantes. Muitos deles colocavam produtos que obedeciam exigências técnicas internacionais, mas outros nem tanto", recorda.

Conforme Torloni, em 1994 não existiam ainda normas da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) sobre fabricação de respiradores - veja quadro EPRs seguem normas da ABNT - e os CAs (Certificados de Aprovação) eram obtidos, na maioria dos casos, baseados em termos de responsabilidade dos fabricantes. "Mesmo assim, vale lembrar que uma coisa era colocar no mercado produtos com Certificado de Aprovação, que era a parte referente ao fabricante, outra, a parte referente ao usuário. Contudo, também era importante, pois hoje se sabe que para alcançar a proteção do trabalhador exposto a agentes químicos dispersos no ar é necessário que sejam cumpridos muitos requisitos que na época eram desconhecidos", diz.

Ele menciona entre os critérios técnicos, a seleção do respirador adequado ao agente químico específico, a escolha do respirador que vede adequadamente no rosto de cada usuário, o treinamento, as condições de uso do respirador, bem como as condições clínicas e psicológicas do usuário. "Nenhuma dessas condições era determinada de modo explícito no Brasil até 1994. Esse conjunto de exigências referentes ao usuário passou, portanto, a constituir o PPR", orgulha-se o coordenador técnico do Programa.

ORIGEM

Em 1994, destaca Torloni, o tema `proteção respiratóriaÂ’ já constava na legislação de países do Primeiro Mundo. Assim, revela, "a primeira versão do Programa de Proteção Respiratória da Fundacentro praticamente consistiu na tradução do que existia nos Estados Unidos". "As adaptações realizadas foram muito pequenas. O essencial nos programas dos dois países é igual. Não tínhamos vivência no assunto, de modo que não alteramos na época o texto original americano. Entretanto, com a experiência que fomos adquirindo, tornamos o texto cada vez mais inteligível para os profissionais de segurança brasileiros. Também foram sendo acrescentados anexos de caráter informativo com conceitos de proteção respiratória para facilitar a vida dos prevencionistas", relata.







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